Causas, sintomas e tratamento com fisioterapia em Florianópolis Pubalgia é o termo clínico para a dor na região da virilha e do púbis, muito comum em esportes que envolvem acelerações, chutes, mudanças bruscas de direção e gestos repetitivos — como futebol, corrida, lutas e esportes de quadra. A dor costuma iniciar de forma insidiosa, piora com esforço e melhora com repouso, podendo irradiar para adutores, baixo‑abdômen e região inguinal. Em boa parte dos casos, a pubalgia está ligada a desequilíbrios musculares e sobreposição de cargas entre: Esses desequilíbrios, somados a técnica inadequada, mobilidade limitada (quadril e cadeia posterior) e progressões de treino mal dosadas, aumentam a tensão sobre as estruturas que se inserem na sínfise púbica, gerando dor, rigidez e queda de performance. Sinais e sintomas típicos
Síndrome do Piriforme
A síndrome do piriforme ocorre quando o músculo piriforme — localizado profundamente na região glútea — comprime ou irrita o nervo ciático. O resultado é dor na nádega, muitas vezes com irradiação pela parte posterior da coxa e, em alguns casos, até a perna. Os sintomas tendem a piorar ao permanecer sentado por longos períodos, em caminhadas mais longas, ao subir escadas ou ao executar movimentos que envolvem rotação do quadril. As causas mais frequentes incluem tensão muscular, sobrecarga por treinos ou tarefas repetitivas, postura desfavorável e desequilíbrios entre a musculatura do quadril, glúteos e região lombar. Importante: quadros lombares (como irritação de raiz nervosa) podem imitar ou agravar os sintomas — por isso a avaliação precisa considerar tanto o quadril quanto a coluna lombar.
Lesão de Labrum
A lesão de labrum do quadril acomete o anel de fibrocartilagem que circunda o acetábulo — a cavidade onde a cabeça do fêmur se articula. O labrum acetabular amplia a profundidade do encaixe, estabiliza a articulação e ajuda a distribuir cargas durante os movimentos.Quando essa estrutura sofre fissuras ou rupturas, é comum surgir dor profunda na virilha (às vezes lateral do quadril ou glútea), estalos/“cliques”, sensação de travamento ou instabilidade e limitação de movimentos, principalmente em flexão, adução e rotação — gestos rotineiros no futebol, corrida, dança, lutas e esportes com mudanças rápidas de direção.
Impacto Femoroacetabular
A síndrome do impacto femoroacetabular (IFA) ocorre quando existe contato anormal entre a cabeça/colo do fêmur e o rebordo do acetábulo (encaixe do quadril). Esse “atrito” gera pinçamento de estruturas internas, provocando dor profunda na virilha (às vezes lateral do quadril ou glútea), rigidez e limitação de movimento, especialmente em flexão, adução e rotação.Com o tempo, a IFA pode desgastar a cartilagem e causar lesões do labrum acetabular, comprometendo a mobilidade e a performance, principalmente em pessoas ativas e atletas.
Síndrome da Dor Femoropatelar
A síndrome da dor femoropatelar (SDFP) é uma das causas mais comuns de dor na parte anterior do joelho. Costuma piorar ao subir/ descer escadas, agachar, correr e permanecer muito tempo sentado (o chamado “sinal do cinema”). Em geral, a dor decorre de sobrecarga na articulação entre o fêmur e a patela (rótula) associada a alterações de alinhamento e controle do movimento.
Síndrome do Trato Iliotibial
A síndrome do trato iliotibial (STIT) — popularmente chamada de “joelho do corredor” — é uma das causas mais comuns de dor na parte lateral do joelho, sobretudo ao correr, pedalar ou descer escadas. O problema surge quando há atrito e compressão do trato iliotibial (faixa espessa de tecido que vai do quadril à lateral do joelho) sobre estruturas ósseas durante movimentos repetitivos.
Condromalácia Patelar
A Condromalácia Patelar é a alteração/degeneração da cartilagem que reveste a face posterior da patela (rótula). Essa cartilagem funciona como um “amortecedor” e favorece o deslizamento da patela sobre o fêmur. Quando sofre desgaste ou irregularidades, pode surgir dor na parte anterior do joelho, sensação de estalos/crepitação e desconforto ao subir escadas, agachar ou permanecer muito tempo sentado (o “sinal do cinema”). É importante diferenciar: condromalácia descreve uma alteração tecidual (geralmente identificada em exames); já a síndrome da dor femoropatelar é um quadro clínico de dor anterior no joelho — eles podem coexistir, mas não são sinônimos. Pessoas com alteração de cartilagem podem ter pouca dor, e outras sem alterações expressivas em exames podem apresentar dor relevante. Por isso, o tratamento deve mirar função, carga e controle do movimento, não apenas a imagem.
Lesões Meniscais
Os meniscos são estruturas em formato de meia‑lua localizadas entre o fêmur e a tíbia dentro do joelho. Temos dois: menisco medial (lado de dentro) e menisco lateral (lado de fora). Eles atuam como amortecedores naturais, aumentam a estabilidade do joelho, distribuem a carga durante os movimentos e contribuem para a lubrificação articular. As lesões meniscais podem ocorrer por trauma (torção com o pé preso no solo, mudanças bruscas de direção, contato esportivo) ou por degeneração progressiva do tecido, mais comum com o envelhecimento e sobrecargas repetidas. São frequentes em corredores, praticantes de esportes de quadra e pessoas com alterações biomecânicas (alinhamento, controle motor, mobilidade restrita). Como se manifestam