Lesões Meniscais
Joelho

Lesões Meniscais

Entenda esta condição

Os meniscos são estruturas em formato de meia‑lua localizadas entre o fêmur e a tíbia dentro do joelho. Temos dois: menisco medial (lado de dentro) e menisco lateral (lado de fora). Eles atuam como amortecedores naturais, aumentam a estabilidade do joelho, distribuem a carga durante os movimentos e contribuem para a lubrificação articular.

As lesões meniscais podem ocorrer por trauma (torção com o pé preso no solo, mudanças bruscas de direção, contato esportivo) ou por degeneração progressiva do tecido, mais comum com o envelhecimento e sobrecargas repetidas. São frequentes em corredores, praticantes de esportes de quadra e pessoas com alterações biomecânicas (alinhamento, controle motor, mobilidade restrita).

Como se manifestam

  • Dor localizada na linha articular (mais medial ou lateral);
  • Inchaço e sensação de “aperto” no joelho, principalmente após esforço;
  • Estalos ou sensação de travamento/enganche;
  • Dificuldade para agachar, girar sobre o joelho ou permanecer muito tempo em pé;
  • Instabilidade funcional (“foge” em mudanças rápidas de direção).

Sintomas comuns

  • Dor ao girar o joelho
  • Inchaço após esforço
  • Travamento/falseio

Causas e fatores de risco

Tipos de lesão (visão prática)

As rupturas podem ser longitudinais, radiais, em “alça de balde”, flap, entre outras. Lesões traumáticas costumam ocorrer em pessoas mais ativas e, às vezes, associadas a rupturas ligamentares; as degenerativas são comuns em quem tem artrose inicial ou histórico de sobrecarga.

Como tratamos isso na clínica de Fisioterapia Reab?

Na Clínica Reab, em Florianópolis, tratamos lesões meniscais de forma individualizada, seja no manejo conservador (sem cirurgia) ou na reabilitação pós‑cirúrgica (ex.: meniscectomia parcial, reparo meniscal). Nosso plano respeita o tempo biológico de cicatrização, controla a inflamação e reconstrói a função do joelho com progressão criteriosa.

Como estruturamos o plano terapêutico

Fase 1 — Proteção, dor e edema

  • Eletroterapia analgésica e crioterapia quando indicadas para aliviar dor e inchaço;

  • Educação e gestão de carga: orientação sobre atividades irritativas (agachamentos profundos, giros rápidos, impactos) e estratégias de alívio no dia a dia;

  • Mobilizações articulares suaves e deslizamentos patelofemorais para manter a nutrição da cartilagem;

  • Ativação muscular precoce (quadríceps, glúteos e panturrilha) com isométricos indolores para minimizar atrofia;

  • Marcha com apoio graduado conforme tolerância e/ou conforme protocolo médico (especial atenção após reparo meniscal, que costuma exigir proteção de flexão e carga nas primeiras semanas).

Fase 2 — Recuperar amplitude e controle motor

  • Exercícios de amplitude de movimento (ex.: heel slides) respeitando a zona segura de dor;

  • Fortalecimento inicial em cadeia cinética fechada (agachamentos parciais, leg press com amplitude controlada, step‑up);

  • Treino de controle motor para alinhar joelho, quadril e tornozelo (evitar valgo dinâmico);

  • Propriocepção em apoios estáveis (bilateral → unipodal), preparando a transição para tarefas mais desafiadoras.

Fase 3 — Força, resistência e estabilidade dinâmica

  • Progressão de carga para quadríceps, isquiotibiais, glúteos e panturrilha (resistência elástica, pesos livres, máquinas);

  • Propriocepção avançada (superfícies instáveis, mudanças de direção controladas);

  • Treino de padrões funcionais: levantar, agachar, subir/ descer degraus com técnica refinada e feedback postural.

Fase 4 — Desempenho e retorno às atividades/esporte

  • Pliometria e impacto graduais (saltos de baixa amplitude, aterrissagens suaves) quando clinicamente apropriado;

  • Drills específicos da sua modalidade (corrida, cortes, pivôs) com progressão guiada pela resposta de 24–48h;

  • Critérios objetivos para retorno: simetria de força, testes funcionais (saltos, step‑down), ausência de derrame reativo, dor ≤ 2/10 durante e após as sessões, e confiança do paciente.

Recursos utilizados na Reab

  • Fortalecimento muscular com ênfase nos estabilizadores do joelho (quadríceps, isquiotibiais, glúteo médio/máximo);

  • Mobilizações articulares para recuperar amplitude e reduzir rigidez;

  • Terapias manuais e eletroterapia para dor e controle de inchaço quando necessário;

  • Exercícios funcionais direcionados ao trabalho e ao esporte;

  • Reeducação de movimento (técnica de agachamento, aterrissagem, corrida) e gestão de carga para prevenir recidivas.

Em casos pós‑operatórios, seguimos parâmetros do cirurgião (ex.: limites de flexão e carga após reparo). Em meniscectomia parcial, a progressão tende a ser mais rápida, mas ainda critérios‑guiada para evitar irritação articular.

Diferenciais da Clínica de Fisioterapia Reab

  • Plano centrado no paciente: metas claras por fase e exercícios factíveis para a sua rotina.

  • Avaliação funcional detalhada (exclusiva Reab) para quem deseja retornar ao esporte: mapeamos desequilíbrios musculares, déficits de mobilidade e riscos de re‑lesão para definir com precisão o momento seguro de voltar.

  • Equipe experiente em joelho e reabilitação musculoesquelética, com prática baseada em evidências.

  • Estrutura moderna para progressões seguras de força, estabilidade e performance.

  • Prevenção integrada: você sai com um plano de manutenção para manter ganhos e reduzir recidivas.

FAQ

1) Toda lesão meniscal precisa de cirurgia?

Não. Muitas lesões degenerativas e rupturas estáveis respondem bem ao tratamento conservador. Cirurgia (reparo ou meniscectomia parcial) é decisão médica, geralmente considerada quando há travas mecânicas, dor persistente e falha após um programa completo de reabilitação.

2) O menisco “cicatriza”?

A região periférica do menisco (mais vascularizada) tem maior potencial de cicatrização; áreas centrais tendem a cicatrizar menos. Ainda assim, função e dor costumam melhorar muito com fortalecimento, controle motor e gestão de carga.

3) Posso movimentar o joelho na fase inicial?

Sim, dentro de amplitudes confortáveis e com orientação profissional. Movimento dosado ajuda a nutrir a cartilagem e reduzir rigidez. Em reparo meniscal, respeitamos limites de flexão e carga definidos pelo cirurgião.

4) Quanto tempo para voltar ao esporte?

Depende do tipo de lesão e da conduta. Em manejo conservador ou meniscectomia parcial, o retorno pode ocorrer em semanas a poucos meses; após reparo, costuma exigir meses para consolidar. O que libera é o desempenho sem dor e critérios funcionais, não apenas o calendário.

5) O que costuma piorar a dor?

Giros rápidos, pivôs, agachamentos profundos e impactos prolongados podem irritar o menisco. Ajustamos técnica e carga e reintroduzimos gradualmente conforme a resposta de 24–48h.

6) Sinto estalos no joelho. É normal?

Estalos podem ocorrer por gases intra‑articulares ou por tensão de tecidos. Se vierem acompanhados de dor, travamento ou inchaço, é importante reavaliar para ajustar o plano — e, se necessário, alinhar com o médico.

7) Após operar, por que o protocolo é diferente entre reparo e meniscectomia?

Porque o reparo precisa de proteção para permitir cicatrização do menisco suturado (carga e flexão mais restritas no início). Na meniscectomia parcial, como o tecido lesionado foi removido, a progressão de carga tendem a ser mais rápida, sempre com critérios.

8) O que fazer para evitar nova lesão?

Manter força de quadríceps/glúteos, propriocepção, técnica nas tarefas (agachar, correr) e periodização de treinos; atenção ao calçado e à mobilidade de quadril/tornozelo.

Lesões meniscais exigem diagnóstico preciso e reabilitação estruturada. Na Clínica Reab, unimos ciência, experiência clínica e cuidado humano para reduzir a dor, restaurar a mobilidade e reconstruir a função do joelho — seja no dia a dia, seja no alto desempenho. Com progressão critérios‑guiada e foco na prevenção, você avança com segurança até retomar o que gosta de fazer.
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Excelência em fisioterapia desde 2008, com mais de 15 mil pacientes atendidos em Florianópolis. Tratamentos personalizados, equipe qualificada e estrutura completa para sua recuperação.

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