Entenda esta condição
Causas, sintomas e tratamento com fisioterapia em Florianópolis
Pubalgia é o termo clínico para a dor na região da virilha e do púbis, muito comum em esportes que envolvem acelerações, chutes, mudanças bruscas de direção e gestos repetitivos — como futebol, corrida, lutas e esportes de quadra. A dor costuma iniciar de forma insidiosa, piora com esforço e melhora com repouso, podendo irradiar para adutores, baixo‑abdômen e região inguinal.
Em boa parte dos casos, a pubalgia está ligada a desequilíbrios musculares e sobreposição de cargas entre:
- Adutores do quadril (principalmente o adutor longo);
- Abdominais (reto e oblíquos), responsáveis pela estabilidade lombo‑pélvica;
- Flexores do quadril e músculos do core.
Esses desequilíbrios, somados a técnica inadequada, mobilidade limitada (quadril e cadeia posterior) e progressões de treino mal dosadas, aumentam a tensão sobre as estruturas que se inserem na sínfise púbica, gerando dor, rigidez e queda de performance.
Sinais e sintomas típicos
- Dor na virilha/púbis que piora ao chutar, acelerar, mudar de direção ou apertar as pernas (adução resistida);
- Sensibilidade à palpação nos adutores e/ou no baixo‑abdômen;
- Dor em movimentos de sit‑up (abdominal) e em alongamentos agressivos dos adutores;
- Em fases mais intensas, dor ao tosse/espirrar e após longos períodos sentado.
Sintomas comuns
- Dor na virilha
- Desconforto ao chutar
- Piora em mudança de direção
Causas e fatores de risco
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Fraqueza do core e adutores; razão de força desfavorável entre adutores ↔ abdutores/glúteos;
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Mobilidade reduzida do quadril (flexores, cápsula) e cadeia posterior tensa;
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Volume/intensidade de treino elevados sem recuperação adequada;
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Assimetria técnica no chute/corte e retorno precipitado após lesões.
Sem manejo correto, a pubalgia pode tornar‑se persistente, limitar treinos e levar a compensações em quadril, joelho e lombar.
Como tratamos isso na clínica de Fisioterapia Reab?
Na Clínica Reab, em Florianópolis, realizamos uma avaliação criteriosa para identificar o gerador de sintomas (adutor‑relacionado, baixo‑abdômen, sínfise púbica, flexor do quadril ou combinação) e mapear força, mobilidade, controle motor e padrões de movimento. A partir disso, construímos um plano individualizado com foco em reeducação muscular e biomecânica, respeitando seu esporte, rotina e objetivos.
Como estruturamos o plano terapêutico
Fase 1 — Reduzir dor e irritabilidade tecidual
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Terapia manual (mobilizações de quadril e sacroilíacas; liberação de adutores, flexores e reto abdominal) para aliviar tensão e melhorar o deslizamento tecidual;
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Recursos eletrofototérmicos (conforme indicação) e crioterapia pós‑treino para controle de dor;
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Modulação de carga: ajustes em chute, sprints, mudanças de direção e amplitude de alongamentos para evitar picos de estresse na sínfise.
Fase 2 — Fortalecimento dirigido e controle motor
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Core (transverso, oblíquos, reto) com ênfase em estabilidade lombo‑pélvica e transferência de força;
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Adutores com progressão do isométrico (efeito analgésico) ao isotônico e, quando apropriado, progressões tipo Copenhagen;
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Glúteo médio e complexo póstero‑lateral do quadril para equilibrar vetores de força (adução ↔ abdução);
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Coordenação e controle motor em padrões funcionais (agachar, estocadas, pivôs), corrigindo compensações.
Fase 3 — Mobilidade específica e reeducação técnica
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Alongamentos específicos e ganho de mobilidade de flexores do quadril, adutores e cadeia posterior, sempre dosados para não reativar a dor;
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Reeducação de gesto: chute, aceleração, frenagem e mudança de direção com feedback para reduzir cisalhamento e tração no púbis.
Fase 4 — Desempenho, retorno e prevenção
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Pliometria e agilidade graduais (cortes, acelerações, sprints progressivos);
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Drills específicos do esporte com monitoramento da resposta de 24–48h;
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Critérios objetivos de retorno: força e resistência simétricas, testes funcionais sem dor, qualidade técnica preservada e confiança do atleta;
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Programa de manutenção (força de adutores/core, mobilidade do quadril, técnica) para prevenir recidivas.
Recursos utilizados na Reab
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Fortalecimento do core, adutores e abdominais com progressão planejada;
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Alongamentos específicos e mobilidade de quadril para reduzir tensão na virilha;
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Mobilizações e técnicas manuais para dor e função articular;
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Exercícios de estabilização e controle motor para integrar força e técnica;
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Eletroterapia e analgesia nas fases dolorosas, sem perder o foco na reabilitação ativa.
Para quem deseja voltar ao esporte com segurança, aplicamos nossa avaliação funcional avançada (exclusiva da Reab), que detecta desequilíbrios musculares, alterações biomecânicas e compensações que elevam o risco de nova lesão — base para um retorno critérios‑guiado, e não apenas por tempo de calendário.
Diferenciais da Clínica de Fisioterapia Reab
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Atendimento humanizado e centrado no paciente: plano viável para sua rotina, com metas claras por fase;
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Equipe experiente em reabilitação esportiva e musculoesquelética: atuação baseada em ciência e prática clínica;
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Estrutura moderna: espaço e equipamentos para progressões seguras de força, agilidade e técnica;
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Monitoramento contínuo: reavaliações periódicas, ajuste fino de carga e comunicação direta;
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Foco em causa e prevenção: tratamos a biomecânica e a gestão de carga, não apenas a dor.
FAQ
1) Pubalgia é “hérnia esportiva”?
Alguns casos recebem esse nome, mas nem toda pubalgia é hérnia. Muitas vezes trata‑se de sobrecarga nos adutores e/ou abdominais com dor na inserção púbica. Avaliação clínica define o alvo do tratamento e, se necessário, o médico investiga outras causas.
2) Posso continuar treinando?
Em geral, sim, com modulação de carga e substituições temporárias (menos chutes/sprints; mais técnica, força e bike). A progressão é guiada pela resposta de 24–48h e por critérios funcionais, evitando reagravar.
3) Quanto tempo leva para melhorar?
Varia conforme tempo de sintomas, gravidade, demandas do esporte e adesão. Muitos percebem melhora em semanas; a consolidação para gestos explosivos pode exigir semanas a alguns meses. O que libera retorno é o desempenho sem dor, não apenas o calendário.
4) Quais exercícios são “chave”?
Core e adutores (com progressão apropriada), glúteo médio e controle do quadril. Alongar sem fortalecer raramente resolve; precisamos equilibrar forças ao redor do púbis.
5) Gelo ou calor ajudam?
Em fases dolorosas, o gelo após atividade costuma aliviar. O calor pode trazer conforto antes de exercícios leves. Ajustamos conforme sua resposta clínica.
6) Quando a cirurgia é indicada?
A maioria evolui bem com tratamento conservador. Procedimentos invasivos são considerados pelo médico quando há falha após um programa completo e criterioso de reabilitação.
7) Como evitar que volte?
Mantenha força de adutores/core, mobilidade de quadril, técnica de chute/corte e periodização de carga. Sinais iniciais de tensão na virilha pedem ajuste rápido do treino.