Entenda esta condição
O Neuroma de Morton é uma condição dolorosa do antepé causada pelo espessamento do tecido ao redor de um nervo interdigital, geralmente entre o 3º e o 4º dedos. Esse espessamento leva à compressão neural, desencadeando sintomas como queimação, formigamento, pontadas e a sensação de estar pisando em uma “pedrinha”. É comum que a dor piore com o uso de calçados apertados ou de salto alto, bem como em atividades com impacto repetitivo na região plantar (corrida, saltos, esportes de quadra).
Além da dor, muitas pessoas relatam dormência nos dedos, hipersensibilidade ao comprimir o espaço entre eles e desconforto que aumenta ao caminhar ou permanecer muito tempo em pé. O impacto na rotina é direto: escolher um calçado torna‑se difícil, o tempo de caminhada diminui e o rendimento em treinos cai — muitas vezes levando a compensações em outras regiões do membro inferior.
Sintomas comuns
- Queimação entre os dedos
- Formigamentos
- Piora com calçados apertados
Causas e fatores de risco
Por que o neuroma aparece?
O quadro costuma resultar de compressão mecânica crônica sobre o nervo interdigital. Entre os fatores de risco estão:- Calçados com bico estreito e/ou salto alto (sobrecarregam o antepé e aproximam os metatarsos).
- Aumento abrupto de carga de treino, superfícies duras e gestos de alto impacto.
- Alterações biomecânicas (ex.: encurtamento de panturrilha, mobilidade reduzida de tornozelo/antepé, fraqueza dos músculos intrínsecos do pé).
- Deformidades associadas (joanete, dedos em martelo), que reduzem o espaço interdigital.
Como tratamos isso na clínica de Fisioterapia Reab?
Na Clínica Reab, em Florianópolis, o tratamento do Neuroma de Morton é personalizado e tem como foco reduzir a dor, melhorar a biomecânica do pé e evitar a progressão da condição. Trabalhamos para diminuir a compressão sobre o nervo, recondicionar tecidos e restaurar a função com segurança.
Como estruturamos o plano terapêutico
Fase 1 — Alívio de sintomas e “descompressão”
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Eletroterapia e recursos analgésicos para modular a dor e facilitar o início do movimento.
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Terapia manual e liberação miofascial na região plantar e interóssea para reduzir tensão em torno do nervo.
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Mobilizações articulares dos metatarsos e das articulações metatarsofalângicas, favorecendo alinhamento e mobilidade do antepé.
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Educação e ajustes imediatos: orientação sobre calçados com caixa de dedos ampla (wide toe box), salto reduzido, sola com amortecimento e espaçadores de dedos quando indicados.
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Palmilhas/pastilhas metatarsais (metatarsal pads) podem ser recomendadas para aumentar o espaço interdigital e redistribuir a carga — avaliamos caso a caso.
Fase 2 — Recuperar mobilidade e capacidade de carga
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Exercícios para músculos intrínsecos do pé (ex.: short foot, abdução do hálux, flexores/extensores dos dedos) para melhorar suporte plantar.
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Fortalecimento do tornozelo e cadeia proximal (panturrilhas, fibulares, glúteos, core) a fim de distribuir melhor as cargas durante a marcha e a corrida.
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Treino de controle motor e propriocepção (equilíbrio estático/dinâmico) para estabilidade em apoios unilaterais e mudanças de direção.
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Correções técnicas de marcha/corrida: cadência, contato do pé com o solo, tempo de apoio e alinhamento do joelho/tornozelo.
Fase 3 — Retorno seguro e prevenção de recidivas
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Progressão de impacto (pulos de baixa amplitude, trote leve, transições de velocidade) guiada pela resposta de 24–48h e por critérios objetivos (dor ≤ 2/10, ausência de piora noturna, manutenção da função).
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Exercícios funcionais específicos da sua rotina (subir degraus, caminhada prolongada, atividades esportivas) com periodização de carga.
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Plano de manutenção com exercícios‑chave e orientações de calçados para preservar os ganhos e reduzir o risco de retorno dos sintomas.
Diferenciais da Clínica de Fisioterapia Reab
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Atendimento humanizado e centrado no paciente: compreendemos sua rotina, metas e limitações para construir um plano viável e eficaz.
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Equipe experiente em reabilitação musculoesquelética: atuação baseada em ciência, com protocolos adaptados à realidade de cada pessoa.
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Estrutura moderna: espaço e equipamentos que permitem progressão segura de exercícios e avaliação funcional detalhada.
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Monitoramento contínuo: metas claras, reavaliações periódicas e ajustes finos conforme a sua evolução clínica.
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Foco em causa e prevenção: além de aliviar a dor, trabalhamos biomecânica, calçado e carga para reduzir o risco de recorrência.
FAQ
1) Neuroma de Morton é um “nervo preso”?
É um espessamento do tecido ao redor do nervo interdigital, que comprime o nervo. Não é um tumor maligno. A fisioterapia visa reduzir a compressão e melhorar a função.
2) Preciso parar de treinar?
Nem sempre. Em geral, ajustamos volume, intensidade e tipo de impacto, mantendo o condicionamento com alternativas (ex.: bike, elíptico) enquanto reabilitamos o pé. A progressão depende da resposta nas 24–48h.
3) Qual calçado é melhor?
Prefira caixa de dedos ampla, salto baixo, sola com amortecimento e boa estabilidade. Evite bicos estreitos e saltos altos. Em alguns casos, palmilhas ou pastilhas metatarsais ajudam a aumentar o espaço entre os metatarsos.
4) Em quanto tempo vejo melhora?
Varia conforme o tempo de sintomas, adesão ao plano e demandas funcionais. Muitos pacientes relatam redução da dor em semanas; consolidação dos ganhos e retorno pleno às atividades pode levar semanas a poucos meses.
5) Gelo, calor ou massagem ajudam?
Gelo pode aliviar dor após atividades; calor pode trazer conforto antes de exercícios leves. Auto‑massagem suave na região plantar pode ajudar, mas sem provocar dor intensa.
6) Quando a cirurgia é indicada?
A maioria evolui bem com tratamento conservador. Intervenção cirúrgica é considerada pelo médico quando há falha persistente após um programa completo de reabilitação e medidas de palmilharia/calçado.
7) Toe spacers funcionam?
Podem aumentar o espaço entre os dedos, reduzindo compressão em casos selecionados. A indicação é individual e costuma ser mais efetiva quando associada a fortalecimento e ajustes de calçado.
8) Quais sinais exigem reavaliação rápida?
Piora súbita da dor, dormência persistente, mudança de cor/temperatura do pé, inchaço atípico ou dor noturna crescente pedem avaliação profissional e, se necessário, investigação médica.