Joelho

Cisto de Baker

Entenda esta condição

O Cisto de Baker (ou cisto poplíteo) é uma formação cheia de líquido sinovial que se acumula na região posterior do joelho. Esse líquido, que normalmente lubrifica a articulação, pode extravasar para uma bolsa na fossa poplítea quando há aumento de pressão intra‑articular — situação comum em quadros de sinovite, lesão meniscal e artrose do joelho.

Por que o cisto aparece?

O cisto é consequência, e não a causa primária, na maior parte das vezes. Processos inflamatórios ou lesões intra‑articulares aumentam a produção de líquido sinovial e a pressão dentro da articulação. Como mecanismo de alívio, esse líquido migra para a região posterior, formando a bolsa. Por isso, tratar apenas o inchaço sem abordar o fator gerador costuma trazer alívio temporário.

Sintomas comuns

  • Carocinho atrás do joelho
  • Sensação de pressão
  • Inchaço após esforço

Causas e fatores de risco

Idade acima de 40 anos, histórico de lesões no joelho, sobrecarga esportiva, trabalhos em posturas prolongadas (ajoelhado/agachado), excesso de peso e doenças inflamatórias articulares aumentam o risco. Sem manejo adequado, o cisto pode dificultar caminhadas, subir escadas, agachar e até interferir no sono pelo desconforto.

Como tratamos isso na clínica de Fisioterapia Reab?

Na Clínica Reab, em Florianópolis, conduzimos a reabilitação do Cisto de Baker com foco em reduzir a pressão articular, controlar a inflamação e restaurar a função do joelho. O plano é sempre individualizado, considerando a causa associada (ex.: menisco, sinovite, artrose), seu nível de atividade e objetivos pessoais.

Como estruturamos o plano terapêutico

Fase 1 — Controle de sintomas e pressão articular

  • Eletroterapia analgésica para modular dor e facilitar o início do movimento.

  • Crioterapia quando indicado para reduzir irritação e edema.

  • Terapia manual: mobilizações patelofemorais e tibiofemorais suaves, liberação de tecidos moles na fossa poplítea e cadeia posterior para diminuir tensão mecânica local.

  • Drenagem linfática e técnicas de descongestionamento para auxiliar no volume do cisto e no conforto.

  • Educação e ajuste de carga: orientação sobre atividades que exacerbam a pressão (agachamentos profundos prolongados, corridas em declive, permanência ajoelhada), pausas ativas e estratégias de alívio no dia a dia.

Fase 2 — Recuperar mobilidade e estabilidade

  • Exercícios de amplitude (flexão/extensão) dentro de zona segura de dor, evitando travamento articular.

  • Fortalecimento progressivo de quadríceps, isquiotibiais, glúteos e panturrilhas para distribuir cargas com mais eficiência e reduzir picos de pressão intra‑articular.

  • Controle motor e biomecânica: alinhamento de joelho/tornozelo, trabalho de core e quadril para otimizar padrões de marcha, subida de degrau e agachamento.

  • Propriocepção (equilíbrio estático e dinâmico) para melhorar estabilidade e prevenir sobrecargas repetidas.

Fase 3 — Função, desempenho e prevenção de recidivas

  • Exercícios funcionais específicos da sua rotina (agachar, levantar, caminhar em aclives/declives).

  • Progressão de carga criteriosa, baseada na resposta nas 24–48 horas seguintes (sem aumentos que deixem dor ou rigidez persistentes).

  • Plano de manutenção com exercícios‑chave para manter força, mobilidade e controle, além de orientações de periodização para quem pratica atividade física regular.

Recursos utilizados na Reab

  • Eletroterapia e crioterapia para alívio de dor e modulação inflamatória.

  • Terapia manual e drenagem linfática para conforto, mobilidade e redução de tensão local.

  • Exercícios terapêuticos específicos com progressão de volume, intensidade e complexidade.

  • Reeducação do movimento e ergonomia funcional.

  • Gerenciamento de carga para controlar a pressão intra‑articular e favorecer a reabsorção do líquido.

Sempre que necessário, mantemos comunicação com o médico para discutir exames (como ultrassom/RM) ou condutas complementares (aspiração/infiltração), sem perder o foco na reabilitação ativa, fundamental para resultados sustentáveis.

Diferenciais da Clínica de Fisioterapia Reab

  • Atendimento humanizado e centrado no paciente: entendemos sua rotina, suas metas e barreiras para criar um plano viável e eficaz.

  • Equipe experiente em reabilitação musculoesquelética: profissionais atualizados, com prática baseada em evidências.

  • Estrutura moderna: ambiente equipado para avaliação funcional e progressão segura de exercícios.

  • Monitoramento constante: metas claras, reavaliações periódicas e ajustes finos conforme sua evolução clínica.

  • Foco em causa e prevenção: tratamos os fatores geradores (sinovite, mecânica, carga) para reduzir o risco de recidiva, e não apenas o inchaço.

FAQ

1) Cisto de Baker some sozinho?

Em muitos casos, reduz de tamanho ou desaparece quando a causa articular é controlada. Por isso, atuar sobre sinovite, sobrecarga e mecânica do movimento é tão importante quanto aliviar os sintomas locais.

2) Precisa drenar ou operar?

A maioria dos casos melhora com tratamento conservador. Aspiração/infiltração ou cirurgia podem ser consideradas pelo médico em situações específicas (dor persistente, recidivas frequentes, grande volume). A fisioterapia segue essencial para evitar retorno do cisto.

3) O cisto pode “estourar”?

Raramente, pode ocorrer extravasamento do líquido para a panturrilha, causando dor e inchaço súbitos. Caso note aumento brusco de volume, vermelhidão, calor, dor intensa ou dificuldade para apoiar, procure avaliação médica.

4) Posso continuar treinando?

Na maioria dos casos, sim — com modulação de carga (reduzir impacto, profundidade de agachamento, volumes, corridas em declive) e substituições temporárias (bicicleta/ergômetro em vez de corrida, por exemplo). A progressão é guiada pela resposta de 24–48h.

5) Quanto tempo leva para melhorar?

Varia conforme a causa associada e a adesão ao plano. Muitos pacientes relatam alívio em semanas; a recuperação funcional plena pode levar semanas a poucos meses. Guiamos a evolução por critérios funcionais, e não apenas pelo calendário.

6) Gelo, calor ou compressão ajudam?

Gelo pode aliviar dor em fases dolorosas; compressão leve e elevação ajudam no edema. Calor pode trazer conforto antes de exercícios em fases menos irritativas. Individualizamos conforme a sua resposta.

7) O cisto sempre volta?

Não. O risco de recidiva diminui quando corrigimos a mecânica, fortalecemos a cadeia muscular e gerimos a carga sobre o joelho, além de tratar a condição intra‑articular associada.

8) Existe alguma posição para dormir que ajude?

Evite manter o joelho em flexão máxima por longos períodos. Dormir com o joelho levemente estendido ou com um apoio suave para evitar compressão posterior pode trazer conforto.

O Cisto de Baker é um sinal de que o joelho está sob pressão aumentada e precisa de uma abordagem que vá além do inchaço localizado. Na Clínica Reab, unimos ciência, tecnologia e cuidado humano para reduzir a pressão articular, aliviar sintomas e restaurar sua mobilidade, com um plano personalizado e sustentável. Nosso objetivo é que você retorne às suas atividades — com segurança, confiança e menos risco de recidiva.
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