Condromalácia Patelar
Patologia

Condromalácia Patelar

Entenda esta condição

A Condromalácia Patelar é a alteração/degeneração da cartilagem que reveste a face posterior da patela (rótula). Essa cartilagem funciona como um “amortecedor” e favorece o deslizamento da patela sobre o fêmur. Quando sofre desgaste ou irregularidades, pode surgir dor na parte anterior do joelho, sensação de estalos/crepitação e desconforto ao subir escadas, agachar ou permanecer muito tempo sentado (o “sinal do cinema”).

É importante diferenciar: condromalácia descreve uma alteração tecidual (geralmente identificada em exames); já a síndrome da dor femoropatelar é um quadro clínico de dor anterior no joelho — eles podem coexistir, mas não são sinônimos. Pessoas com alteração de cartilagem podem ter pouca dor, e outras sem alterações expressivas em exames podem apresentar dor relevante. Por isso, o tratamento deve mirar função, carga e controle do movimento, não apenas a imagem.

Sintomas comuns

  • Dor ao agachar
  • Estalos na patela
  • Desconforto ao descer escadas

Causas e fatores de risco

Por que acontece?

  • Sobrecarga repetitiva e aumento abrupto de treino (volume, intensidade, terreno/declives).

  • Biomecânica desfavorável: valgo dinâmico do joelho, rotação interna do fêmur, pronação excessiva do pé.

  • Fraqueza/desequilíbrio muscular: quadríceps, glúteos (médio e máximo) e core.

  • Mobilidade limitada de quadril/tornozelo (especialmente dorsiflexão), encurtamentos de flexores do quadril e banda iliotibial.

  • Histórico de trauma ou imobilização prolongada.

Sem manejo adequado, a dor limita tarefas simples (levantar, agachar, subir degraus), afasta do esporte e reduz a qualidade de vida.

Como tratamos isso na clínica de Fisioterapia Reab?

Na Clínica Reab, em Florianópolis, o plano é personalizado e baseado em avaliação biomecânica: analisamos força, mobilidade, controle motor, padrão de agachamento/marcha/corrida e demandas da sua rotina. O objetivo é reduzir a dor, melhorar o alinhamento dinâmico da patela e restaurar a capacidade do joelho para suportar carga — com segurança e progressão.

Como estruturamos o plano terapêutico

Fase 1 — Reduzir dor e irritabilidade articular

  • Cinesioterapia analgésica em amplitudes confortáveis (cadeia cinética fechada parcial, isométricos de quadríceps) para manter ativação sem agravar.

  • Eletroterapia e crioterapia quando indicadas, para modulação de dor.

  • Liberação miofascial e mobilizações (retináculo lateral, quadríceps, patelofemoral) para facilitar o deslizamento da patela.

  • Educação e gestão de carga: ajustes provisórios de volume, amplitude e frequência (ex.: reduzir agachamentos profundos/descidas longas), pausas ao ficar muito tempo sentado e estratégias de alívio.

  • Taping patelar em casos selecionados para conforto e melhor orientação do movimento.

Fase 2 — Fortalecimento e controle motor (o “motor” do joelho)

  • Quadríceps: progressão de isométricos para isotônicos (agachamentos parciais → amplitude crescente, step‑up/step‑down, leg press com técnica refinada).

  • Glúteos (médio e máximo) e core: pilares para controlar valgo dinâmico e rotação do fêmur (ponte, abduções, deadlift unipodal, anti‑valgo).

  • Treino técnico de padrões: agachar, subir degraus, aterrissagem de saltos e mudanças de direção com feedback para manter “joelho sobre o pé”.

Fase 3 — Mobilidade seletiva e reeducação funcional

  • Alongamentos direcionados (flexores de quadril, panturrilha) e mobilidade de tornozelo/quadril quando restrições aumentam a pressão patelofemoral.

  • Reeducação da corrida (quando aplicável): leve aumento de cadência, redução de overstride, contato mais “silencioso” com o solo e trabalho de técnica em declives.

  • Calçados e, quando indicado, palmilhas: orientação individualizada para conforto e melhor mecânica.

Fase 4 — Retorno às atividades e prevenção de recidivas

  • Pliometria progressiva e tarefas específicas (agachamentos mais profundos, saltos, trocas de direção) guiadas por critérios objetivos: dor ≤ 2/10 durante e 24–48h após, técnica consistente, sem inchaço/rigidez relevante.

  • Programa de manutenção: força de quadríceps e glúteos, controle motor e gestão de carga para sustentar ganhos.

Recursos utilizados na Reab

  • Cinesioterapia com progressão de carga criteriosa.

  • Eletroterapia como apoio analgésico quando necessário.

  • Liberação miofascial e mobilizações articulares para melhorar a qualidade do movimento patelar.

  • Reeducação funcional de tarefas e do gesto esportivo (agachar, correr, descer escadas).

  • Educação terapêutica para autonomia no autocuidado e na prevenção.

Nosso foco está na causa mecânica e de carga, respeitando suas limitações individuais e objetivos — do conforto no dia a dia ao retorno seguro ao esporte.

Diferenciais da Clínica de Fisioterapia Reab

  • Avaliação biomecânica detalhada: observamos do pé ao quadril, na tarefa que dói (agachar, correr, escadas).

  • Plano centrado no paciente: metas por fase, exercícios factíveis para sua rotina e acompanhamento próximo.

  • Equipe experiente em reabilitação musculoesquelética, com prática baseada em evidências.

  • Estrutura moderna para progressões seguras de força, estabilidade e técnica.

  • Prevenção integrada: você sai com um plano de manutenção para evitar recidivas.

FAQ

1) Condromalácia é o mesmo que dor femoropatelar?

Não. Condromalácia descreve a alteração da cartilagem; a dor femoropatelar é um diagnóstico clínico. Podem coexistir, mas o tratamento mira função, força e controle do movimento, não apenas o exame.

2) Preciso parar de treinar?

Nem sempre. Ajustamos volume, intensidade, amplitude e terreno, usando cross‑training quando necessário. A regra é progredir sem piora significativa 24–48h após a sessão.

3) Fortalecer o VMO resolve?

Trabalhar todo o quadríceps é essencial, mas resultados mais consistentes vêm da cadeia completa: glúteos e core controlam o alinhamento do fêmur e reduzem a pressão patelofemoral.

4) Gelo, calor ou joelheira ajudam?

Podem aliviar sintomas. Usamos gelo nas fases mais irritativas e calor antes de exercícios, conforme sua resposta. Taping/joelheiras podem auxiliar temporariamente, sempre associados ao programa ativo.

5) Preciso de exame de imagem?

Nem sempre. O diagnóstico e a conduta são guiados principalmente pela avaliação clínica. Exames ajudam quando há dúvida, falha terapêutica ou suspeita de outras condições — decisão alinhada com o médico.

6) Por que dói ao sentar muito tempo?

Porque o joelho flexionado eleva a pressão patelofemoral. Alternar posições, fazer pausas, manter o core/ quadril fortes e melhorar a mecânica reduz esse incômodo.

7) Quanto tempo para melhorar?

Varia conforme o tempo de sintomas, gravidade e adesão. Muitos notam alívio em semanas; consolidar força/controle para agachamentos profundos e corrida pode levar semanas a alguns meses. Avançamos por critérios funcionais.

A Condromalácia Patelar é tratável quando abordamos a sobrecarga articular de forma inteligente: fortalecimento direcionado, correção técnica, mobilidade seletiva e gestão de carga. Na Clínica Reab, unimos ciência, experiência clínica e cuidado humano para reduzir a dor, melhorar o alinhamento dinâmico da patela e devolver sua confiança para se movimentar — no dia a dia e no esporte, com segurança e qualidade de vida.
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