Pé/Tornozelo

Fascite Plantar

Entenda esta condição

A fascite plantar é uma inflamação/irritação da fáscia plantar — uma faixa de tecido fibroso que vai do calcanhar até a base dos dedos e ajuda a sustentar o arco do pé. Quando essa estrutura é sobrecarregada por repetição, impacto ou alinhamento desfavorável, surgem microlesões e aumento de tensão, resultando em dor na sola do pé, especialmente no calcanhar.
O sintoma clássico é a dor nos primeiros passos ao levantar da cama ou após períodos de repouso prolongado. Com a movimentação, a dor pode aliviar, mas retorna após longas caminhadas, corridas ou ficar muito tempo em pé.

Sintomas comuns

  • Dor ao dar os primeiros passos
  • Piora após ficar em pé
  • Sensibilidade no arco

Causas e fatores de risco

  • Calçados inadequados (bico estreito, pouco amortecimento, salto muito alto ou muito baixo para o seu padrão).

  • Sobrecarga: corrida, saltos, esportes de mudança rápida de direção, aumento abrupto de volume/ritmo de treino.

  • Sobrepeso e longos períodos em pé no trabalho.

  • Mobilidade reduzida de panturrilha/tornozelo e fraqueza dos músculos intrínsecos do pé.

  • Alterações biomecânicas (pé cavo/valgo, excesso de pronação ou rigidez do hálux).

A dor limita caminhadas, treinos, produtividade e qualidade do sono — e pode levar a compensações em joelho, quadril e coluna se não for tratada adequadamente.

Como tratamos isso na clínica de Fisioterapia Reab?

Na Clínica Reab, em Florianópolis, o plano para fascite plantar é personalizado, combinando alívio de sintomas e recondicionamento progressivo da fáscia e das cadeias musculares envolvidas. Nosso objetivo é reduzir a dor, melhorar a mobilidade, reconstruir a capacidade de carga do tecido e prevenir recidivas.

Como estruturamos o plano terapêutico

Fase 1 — Controle de dor e irritabilidade tecidual

  • Eletroterapia analgésica para modular dor e facilitar o início do movimento.

  • Terapia manual (mobilização de tecidos moles, liberação da fáscia e da musculatura da panturrilha) para reduzir tensão e rigidez.

  • Alongamentos específicos da fáscia plantar (técnica com dorsiflexão do hálux) e da panturrilha (gastrocnêmio e sóleo), respeitando a janela de dor.

  • Modulação de carga: ajustes temporários em treino (reduzir impacto, controlar volume e frequência), pausas ativas no trabalho e orientação de auto‑cuidados (gelo pós‑atividade quando indicado).

  • Taping/órtese noturna em casos selecionados, visando conforto e melhor posicionamento tecidual.

Fase 2 — Fortalecimento e controle motor (o “pé forte”)

  • Fortalecimento dos músculos intrínsecos do pé (ex.: short foot, abdução do hálux, flexores dos dedos) para aumentar o suporte ao arco.

  • Exercícios de panturrilha (isométricos e isotônicos, com progressão de carga) para melhorar absorção de impacto e reduzir estresse na fáscia.

  • Treino de cadeia cinética: tornozelo, joelho, quadril e core — fortalecendo glúteos e estabilizadores proximais para otimizar a mecânica da marcha/corrida.

  • Mobilidade do hálux e articulações do médio‑pé para permitir propulsão eficiente sem sobrecarregar a fáscia.

Fase 3 — Recondicionamento funcional e retorno às atividades

  • Propriocepção e estabilidade dinâmica (apoios unilaterais, superfícies variadas) para melhorar o controle em diferentes contextos.

  • Progressão de impacto (caminhada → trote → corrida) e de tarefas específicas (subir degraus, mudanças de direção), monitorando a resposta de 24–48h.

  • Periodização: organizamos carga semanal para consolidar ganhos sem reativar a dor.

Recursos utilizados na Reab

  • Eletroterapia para analgesia e modulação inflamatória.

  • Terapia manual para conforto e mobilidade de tecidos.

  • Alongamentos dirigidos da fáscia e panturrilha.

  • Exercícios terapêuticos com progressão de volume, intensidade e complexidade.

  • Reeducação do movimento (marcha/corrida) e orientação de calçados.

  • Gestão de carga para favorecer a cicatrização e a adaptação tecidual.

Quando indicado, avaliamos palmilhas/heel pads e ajustamos o uso conforme a evolução. Se necessário, mantemos comunicação com o médico para discussão de exames ou condutas complementares — sem perder o foco na reabilitação ativa, base para resultados duradouros.

Diferenciais da Clínica de Fisioterapia Reab

  • Atendimento humanizado e centrado no paciente: plano feito para a sua rotina e objetivos, com metas claras em cada fase.

  • Equipe experiente em reabilitação musculoesquelética: atuação baseada em ciência e atualização contínua.

  • Estrutura moderna: ambiente equipado para avaliação funcional e progressão segura de exercícios.

  • Monitoramento próximo: reavaliações periódicas, ajustes finos de carga e comunicação direta para garantir aderência e resultado.

  • Foco em prevenção: ensinamos como manter o “pé forte”, ajustar calçados e planejar treinos para evitar recidivas.

FAQ

1) Esporão de calcâneo é a causa da minha dor?

Nem sempre. O esporão pode aparecer em exames sem ser o gerador da dor. Na fascite plantar, o problema principal costuma ser a sobrecarga da fáscia, não o osso. Tratamos a capacidade do tecido e a mecânica do pé para aliviar os sintomas.

2) Preciso de repouso absoluto?

Geralmente, não. O ideal é modular a carga: reduzir impacto e volume no início e progredir conforme a tolerância. Repouso total prolongado pode descondicionar o pé e atrasar a recuperação.

3) Quanto tempo leva para melhorar?

Varia com o tempo de sintomas, nível de atividade e adesão ao plano. Muitos pacientes relatam melhora em semanas, mas a adaptação robusta do tecido e o retorno pleno ao impacto podem exigir várias semanas a meses. Guiamos a evolução por critérios funcionais, não só pelo calendário.

4) Alongar ajuda mesmo?

Sim, especialmente o alongamento específico da fáscia (com dorsiflexão do hálux) e da panturrilha. Porém, alongar sem fortalecer é insuficiente. O fortalecimento dos intrínsecos do pé e da cadeia é decisivo.

5) Qual é o melhor calçado?

A regra é conforto + suporte: boa caixa de dedos, amortecimento e estabilidade compatíveis com seu padrão. Evite calçados muito gastos ou que provoquem compressão. A indicação pode mudar conforme sua evolução.

6) Palmilhas resolvem?

Podem ajudar a redistribuir cargas e reduzir dor em fases específicas, mas funcionam melhor associadas a exercícios e controle de carga. Ajustamos o uso conforme sua resposta clínica.

7) Posso continuar correndo?

Em muitos casos, sim — com redução temporária de volume e intensidade, troca por cross‑training (bike/ergômetro) e retomada gradual do impacto seguindo a resposta de 24–48h. Dor persistente ou piora exige ajuste do plano.

8) Gelo ou calor?

Nas fases dolorosas, o gelo costuma aliviar mais após atividades. O calor pode trazer conforto antes dos exercícios em fases menos irritativas. Personalizamos conforme sua resposta.

A fascite plantar é tratável quando abordada com estratégia, progressão bem planejada e educação. Na Clínica Reab, unimos ciência, experiência clínica e cuidado humano para reduzir a dor, restaurar a função e prevenir recidivas, devolvendo seu conforto ao caminhar — passo a passo, com segurança e consistência.
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Excelência em fisioterapia desde 2008, com mais de 15 mil pacientes atendidos em Florianópolis. Tratamentos personalizados, equipe qualificada e estrutura completa para sua recuperação.

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