Entenda esta condição
A síndrome do trato iliotibial (STIT) — popularmente chamada de “joelho do corredor” — é uma das causas mais comuns de dor na parte lateral do joelho, sobretudo ao correr, pedalar ou descer escadas. O problema surge quando há atrito e compressão do trato iliotibial (faixa espessa de tecido que vai do quadril à lateral do joelho) sobre estruturas ósseas durante movimentos repetitivos.
Sintomas comuns
- Dor lateral do joelho
- Piora na corrida
- Sensação de atrito
Causas e fatores de risco
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Sobrecarga: aumento brusco de volume, intensidade, declives e terrenos inclinados;
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Técnica e biomecânica desfavoráveis (valgo dinâmico, queda pélvica, cadência baixa, passada muito longa);
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Desequilíbrios musculares: fraqueza de glúteo médio/máximo, controle do core e encurtamentos (flexores do quadril, cadeia lateral);
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Ciclismo: ajuste inadequado de selim (altura/avanço) e posição das travas da sapatilha;
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Calçados gastos/indevidos e histórico de lesões do membro inferior.
Sem manejo adequado, a dor limita treinos e o dia a dia, gera compensações em quadril/tornozelo e aumenta o risco de recidiva
Como tratamos isso na clínica de Fisioterapia Reab?
Na Clínica Reab, em Florianópolis, conduzimos uma avaliação biomecânica completa (corrida/pedalada, mobilidade, força e controle motor) para identificar o que realmente está gerando a sobrecarga. O plano é 100% personalizado, com foco em alívio da dor, correção de disfunções e reeducação do movimento — do cotidiano ao esporte.
Como estruturamos o plano terapêutico
Fase 1 — Reduzir dor e irritabilidade tecidual
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Eletroterapia e crioterapia, quando indicadas, para modulação de dor e inflamação.
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Liberação miofascial e mobilizações em trato iliotibial, tensor da fáscia lata, glúteos e cadeia lateral para reduzir tensão.
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Gestão de carga: ajustes imediatos em volume, cadência e terreno (reduzir descidas, evitar cantos inclinados da via), com propostas de cross‑training (bike/ergômetro) quando necessário.
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Educação sobre sinais de alerta e técnicas de alívio no dia a dia.
Fase 2 — Mobilidade seletiva e controle motor
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Mobilidade de quadril/tornozelo (flexores, rotações, dorsiflexão) de forma dosada, sem provocar dor lateral.
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Controle lombo‑pélvico e treino técnico de padrões (agachar, subir/ descer degraus) para reduzir valgo dinâmico e queda pélvica.
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Reeducação de corrida: leve aumento de cadência, redução de overstride e ajuste da largura da passada (evitar cruzar a perna à frente).
Fase 3 — Fortalecimento progressivo (o “motor” do quadril)
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Glúteo médio/máximo como pilares do alinhamento (elevações de quadril, abduções, step‑down, deadlift unipodal, agachamentos com foco em controle frontal).
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Rotadores do quadril, quadríceps, isquiotibiais e panturrilhas para distribuir melhor as cargas.
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Ênfase em controle anti‑valgo e estabilidade unipodal, com progressão de carga e complexidade (velocidade, plano frontal/transversal).
Fase 4 — Retorno à corrida/pedalada e prevenção
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Progressão criteriosa (tempo, distância, inclinação) guiada pela resposta de 24–48h: dor ≤ 2/10 durante/apos treino e sem piora no dia seguinte.
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Pliometria e drills de técnica quando apropriado (aterrissagem suave, controle de joelho/pelve).
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Manutenção: rotina de força/controle e educação para periodização de treinos.
Recursos e tecnologias utilizadas na Reab
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Fortalecimento direcionado de quadril e membros inferiores, com progressão de carga;
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Liberação miofascial e mobilizações para reduzir tensão no trato e melhorar a mecânica;
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Eletroterapia para controle de dor quando necessária;
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Análise funcional da corrida/pedalada para corrigir padrões que mantêm a lesão;
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Equipamentos isocinéticos de última geração para quantificar desequilíbrios musculares (força/ resistência) de forma objetiva e orientar metas de alta e retorno ao esporte.
Em ciclistas, realizamos ajustes específicos (altura e avanço do selim, largura do stance, rotação/posição das travas), reduzindo tensões laterais e melhorando a eficiência do gesto. Quando necessário, alinhamos condutas com o médico para exames e medidas complementares — sem perder o foco na reabilitação ativa.
Diferenciais da Clínica de Fisioterapia Reab
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Avaliação realmente individualizada: do pé ao quadril, com análise técnica da corrida/pedalada.
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Isocinética na prática clínica: medimos assimetria e fadiga com precisão para decisões seguras.
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Equipe experiente em reabilitação musculoesquelética e esportiva, atualizada e próxima do paciente.
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Estrutura moderna e progressões pensadas para o seu objetivo — do conforto diário ao alto desempenho.
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Prevenção integrada: você sai com um plano de manutenção para evitar recidivas.
FAQ
1) Preciso parar de correr?
Nem sempre. Ajustamos volume, terreno e cadência e, se necessário, usamos cross‑training temporário. O retorno pleno é gradual e guiado por critérios de dor e função, não por datas fixas.
2) Rolo de liberação (foam roller) resolve?
Pode aliviar sintomas ao reduzir a sensibilidade local, mas não “alongará” o trato (tecido pouco extensível). O resultado duradouro vem da combinação com fortalecimento e correção técnica.
3) Palmilhas ajudam?
Em alguns casos, suportes plantares auxiliam a controlar a pronação excessiva e reduzir a sobrecarga lateral. A indicação é individual e sempre associada à reabilitação ativa.
4) Por que dói mais ao descer ladeira/escada?
A frenagem excêntrica e o aumento de adução/rotação interna do fêmur elevam a compressão lateral no joelho. Treinamos técnica e força de quadril para mitigar esse pico de carga.
5) Quanto tempo para melhorar?
Varia conforme tempo de sintomas, desequilíbrios e adesão. Muitos notam alívio em semanas; a consolidação para corrida em declive/volume alto pode levar semanas a alguns meses. Usamos critérios funcionais para avançar.
6) Precisa de cirurgia?
Raramente. A grande maioria responde bem ao tratamento conservador com força, controle e gestão de carga. Procedimentos invasivos são exceção e decisão médica.
7) O que muda na bike?
Ajustes de altura/avanço do selim e posicionamento das travas (rotação/largura) podem reduzir tensão lateral e melhorar o conforto. Avaliamos sua pedalada e implementamos correções finas.