Entenda esta condição
A tendinopatia, conhecida popularmente como tendinite, é uma alteração do tendão caracterizada por sobrecarga mecânica e mudanças estruturais nas fibras tendíneas. Em fases iniciais, pode existir um componente inflamatório; com o tempo, o quadro tende a envolver degeneração do tecido, perda de organização das fibras e diminuição da capacidade do tendão de suportar carga.
Ela pode acometer diversas regiões: ombro (manguito rotador), cotovelo (epicondilites), punho, joelho (patelar) e tornozelo (Aquiles). Os sintomas mais comuns incluem:
- Dor localizada no trajeto do tendão, que piora com esforço ou após aumento de carga;
- Rigidez matinal ou após períodos de inatividade;
- Sensibilidade ao toque e desconforto ao alongar;
- Queda de performance em tarefas que exigem força e repetição (corrida, saltos, levantar objetos, digitação).
Sintomas comuns
- Dor ao iniciar o movimento
- Rigidez matinal
- Espessamento do tendão
Causas e fatores de risco
Sem tratamento, a dor e a limitação podem interromper treinos, dificultar tarefas simples (abrir uma porta, subir escadas, digitar) e gerar compensações que sobrecarregam outras estruturas.
Como tratamos isso na clínica de Fisioterapia Reab?
Na Clínica Reab, em Florianópolis, o tratamento é personalizado de acordo com o estágio da lesão, o local acometido e seus objetivos. Nosso foco é reduzir a dor, restaurar a capacidade do tendão de suportar carga e prevenir recidivas, sempre respeitando o tempo biológico de adaptação do tecido.
Como estruturamos o plano terapêutico
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Controle de dor e inflamação (fase inicial)
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Eletroterapia analgésica e terapia manual para aliviar sintomas, reduzir rigidez e melhorar a função imediata.
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Gerenciamento de carga: ajustes pontuais em treino e rotina (volume, frequência, intensidade), evitando repouso absoluto prolongado.
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Exercícios isométricos do grupamento envolvido, muitas vezes com boa resposta analgésica nas primeiras semanas.
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Fortalecimento progressivo e controle motor
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Exercícios isotônicos com progressão de carga estruturada, respeitando a tolerância de dor e a resposta nas 24–48h seguintes.
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Ênfase em estratégias reconhecidas na prática clínica, como fortalecimento excêntrico e/ou heavy slow resistance (HSR), quando apropriado.
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Controle motor e treino da cadeia cinética (quadril, core, ombro, tornozelo), fundamentais para diminuir a sobrecarga no tendão.
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Reeducação do movimento e ergonomia
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Correções de técnica esportiva (corrida, salto, saque, gesto de arremesso) e ergonomia ocupacional (altura de mesa/cadeira, posicionamento de teclado e mouse, pausas ativas).
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Estratégias de pacing (ritmar esforço/descanso) para manter o progresso sem reagravar o quadro.
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Retorno à atividade e prevenção
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Testes funcionais e metas de força/resistência orientam o retorno gradual ao esporte ou às demandas de trabalho.
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Plano de manutenção com exercícios-chave, educando sobre sinais de alerta, ajuste de carga e cuidados com recuperação.
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Recursos utilizados (selecionados conforme sua necessidade)
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Eletroterapia: apoio para analgesia e modulação de sintomas.
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Terapia manual e mobilizações: melhora da mobilidade tecidual e conforto.
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Exercícios de fortalecimento progressivo: construção de capacidade do tendão para suportar cargas funcionais.
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Treino de controle motor e coordenação: movimentos mais eficientes, menor estresse tendíneo.
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Educação: reeducação do movimento, ergonomia e gestão de carga para resultados sustentáveis.
Nosso compromisso é que você volte a fazer o que gosta com segurança — desde tarefas do dia a dia até o alto rendimento esportivo.
Diferenciais da Clínica de Fisioterapia Reab
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Atendimento humanizado e centrado no paciente: entendemos sua rotina, suas metas e barreiras para construir um plano viável — e eficaz.
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Equipe experiente: fisioterapeutas com sólida atuação em reabilitação musculoesquelética e atualização constante baseada em ciência.
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Estrutura moderna: espaço equipado para avaliação e progressão de exercícios, garantindo treino de qualidade durante a recuperação.
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Plano personalizado e monitorado: reavaliações periódicas, ajustes finos de carga e comunicação clara para cada etapa.
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Prevenção de recidivas: foco não apenas em aliviar a dor, mas em restaurar a capacidade do tendão e o padrão de movimento, evitando que o problema volte.
FAQ
1) Tendinopatia é sempre inflamação?
Nem sempre. Em fases iniciais pode haver componente inflamatório, mas a tendinopatia frequentemente envolve alterações degenerativas no tendão. Por isso, além de controlar dor, é essencial reconstruir a capacidade de carga com exercícios bem dosados.
2) Preciso fazer repouso absoluto?
Geralmente, não. Repouso absoluto prolongado pode reduzir ainda mais a capacidade do tendão. O ideal é ajustar a carga (volume, intensidade, frequência) e progredir com exercícios conforme a tolerância — estratégia definida junto ao fisioterapeuta.
3) Dói durante o exercício. Devo parar?
Trabalhamos com faixas de dor aceitáveis e monitoramos a resposta nas 24–48 horas seguintes. Desconforto leve e controlado pode ser esperado; piora persistente ou dor intensa pede reajuste imediato do plano (carga, tipo de exercício, cadência).
4) Quanto tempo leva para melhorar?
Depende do local acometido, do tempo de sintomas e da adesão ao programa. Muitos pacientes notam melhora nas primeiras semanas; a adaptação tecidual robusta do tendão costuma exigir várias semanas a meses. O que guia a progressão são critérios funcionais, não apenas o calendário.
5) Posso continuar treinando?
Na maioria dos casos, sim — com modulações de carga e substituições temporárias (ex.: reduzir saltos, alternar corrida por bike, ajustar volume). A ideia é manter o condicionamento enquanto o tendão recupera a tolerância ao esforço específico.
6) Gelo, calor ou anti-inflamatório ajudam?
Gelo pode aliviar dor após esforços. Calor pode ser útil antes de exercícios para conforto. Quanto a medicações, a orientação é médica. Na fisioterapia, o foco é reconstruir a capacidade do tendão por meio de carga progressiva e controle de sintomas.
7) Quando a cirurgia é indicada?
A imensa maioria dos casos evolui bem com tratamento conservador. Procedimentos invasivos são considerados quando há falha persistente após um programa completo e bem conduzido, decisão que deve ser tomada em conjunto com o médico.
8) Como evitar que volte?
Mantenha fortalecimento regular, respeite progressões graduais de treino, cuide da técnica e da ergonomia e dê atenção à recuperação (sono, pausas, dias de descanso). Sinais recorrentes de sobrecarga são convite para reavaliar a carga.