Pé/Tornozelo

Tendinopatia

Entenda esta condição

A tendinopatia, conhecida popularmente como tendinite, é uma alteração do tendão caracterizada por sobrecarga mecânica e mudanças estruturais nas fibras tendíneas. Em fases iniciais, pode existir um componente inflamatório; com o tempo, o quadro tende a envolver degeneração do tecido, perda de organização das fibras e diminuição da capacidade do tendão de suportar carga.

Ela pode acometer diversas regiões: ombro (manguito rotador), cotovelo (epicondilites), punho, joelho (patelar) e tornozelo (Aquiles). Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor localizada no trajeto do tendão, que piora com esforço ou após aumento de carga;
  • Rigidez matinal ou após períodos de inatividade;
  • Sensibilidade ao toque e desconforto ao alongar;
  • Queda de performance em tarefas que exigem força e repetição (corrida, saltos, levantar objetos, digitação).

Sintomas comuns

  • Dor ao iniciar o movimento
  • Rigidez matinal
  • Espessamento do tendão

Causas e fatores de risco

A tendinopatia geralmente surge por movimentos repetitivos, progressões de treino sem adaptação adequada, técnica inadequada, falhas de ergonomia no trabalho e calçado/ equipamento desajustado. Outros elementos contribuem: fraquezas ou desequilíbrios musculares, mobilidade limitada, histórico prévio de lesão e recuperação insuficiente entre as sessões de esforço.
Sem tratamento, a dor e a limitação podem interromper treinos, dificultar tarefas simples (abrir uma porta, subir escadas, digitar) e gerar compensações que sobrecarregam outras estruturas.

Como tratamos isso na clínica de Fisioterapia Reab?

Na Clínica Reab, em Florianópolis, o tratamento é personalizado de acordo com o estágio da lesão, o local acometido e seus objetivos. Nosso foco é reduzir a dor, restaurar a capacidade do tendão de suportar carga e prevenir recidivas, sempre respeitando o tempo biológico de adaptação do tecido.

Como estruturamos o plano terapêutico

  1. Controle de dor e inflamação (fase inicial)

    • Eletroterapia analgésica e terapia manual para aliviar sintomas, reduzir rigidez e melhorar a função imediata.

    • Gerenciamento de carga: ajustes pontuais em treino e rotina (volume, frequência, intensidade), evitando repouso absoluto prolongado.

    • Exercícios isométricos do grupamento envolvido, muitas vezes com boa resposta analgésica nas primeiras semanas.

  2. Fortalecimento progressivo e controle motor

    • Exercícios isotônicos com progressão de carga estruturada, respeitando a tolerância de dor e a resposta nas 24–48h seguintes.

    • Ênfase em estratégias reconhecidas na prática clínica, como fortalecimento excêntrico e/ou heavy slow resistance (HSR), quando apropriado.

    • Controle motor e treino da cadeia cinética (quadril, core, ombro, tornozelo), fundamentais para diminuir a sobrecarga no tendão.

  3. Reeducação do movimento e ergonomia

    • Correções de técnica esportiva (corrida, salto, saque, gesto de arremesso) e ergonomia ocupacional (altura de mesa/cadeira, posicionamento de teclado e mouse, pausas ativas).

    • Estratégias de pacing (ritmar esforço/descanso) para manter o progresso sem reagravar o quadro.

  4. Retorno à atividade e prevenção

    • Testes funcionais e metas de força/resistência orientam o retorno gradual ao esporte ou às demandas de trabalho.

    • Plano de manutenção com exercícios-chave, educando sobre sinais de alerta, ajuste de carga e cuidados com recuperação.

Recursos utilizados (selecionados conforme sua necessidade)

  • Eletroterapia: apoio para analgesia e modulação de sintomas.

  • Terapia manual e mobilizações: melhora da mobilidade tecidual e conforto.

  • Exercícios de fortalecimento progressivo: construção de capacidade do tendão para suportar cargas funcionais.

  • Treino de controle motor e coordenação: movimentos mais eficientes, menor estresse tendíneo.

  • Educação: reeducação do movimento, ergonomia e gestão de carga para resultados sustentáveis.

Nosso compromisso é que você volte a fazer o que gosta com segurança — desde tarefas do dia a dia até o alto rendimento esportivo.

Diferenciais da Clínica de Fisioterapia Reab

  • Atendimento humanizado e centrado no paciente: entendemos sua rotina, suas metas e barreiras para construir um plano viável — e eficaz.

  • Equipe experiente: fisioterapeutas com sólida atuação em reabilitação musculoesquelética e atualização constante baseada em ciência.

  • Estrutura moderna: espaço equipado para avaliação e progressão de exercícios, garantindo treino de qualidade durante a recuperação.

  • Plano personalizado e monitorado: reavaliações periódicas, ajustes finos de carga e comunicação clara para cada etapa.

  • Prevenção de recidivas: foco não apenas em aliviar a dor, mas em restaurar a capacidade do tendão e o padrão de movimento, evitando que o problema volte.

FAQ

1) Tendinopatia é sempre inflamação?

Nem sempre. Em fases iniciais pode haver componente inflamatório, mas a tendinopatia frequentemente envolve alterações degenerativas no tendão. Por isso, além de controlar dor, é essencial reconstruir a capacidade de carga com exercícios bem dosados.

2) Preciso fazer repouso absoluto?

Geralmente, não. Repouso absoluto prolongado pode reduzir ainda mais a capacidade do tendão. O ideal é ajustar a carga (volume, intensidade, frequência) e progredir com exercícios conforme a tolerância — estratégia definida junto ao fisioterapeuta.

3) Dói durante o exercício. Devo parar?

Trabalhamos com faixas de dor aceitáveis e monitoramos a resposta nas 24–48 horas seguintes. Desconforto leve e controlado pode ser esperado; piora persistente ou dor intensa pede reajuste imediato do plano (carga, tipo de exercício, cadência).

4) Quanto tempo leva para melhorar?

Depende do local acometido, do tempo de sintomas e da adesão ao programa. Muitos pacientes notam melhora nas primeiras semanas; a adaptação tecidual robusta do tendão costuma exigir várias semanas a meses. O que guia a progressão são critérios funcionais, não apenas o calendário.

5) Posso continuar treinando?

Na maioria dos casos, sim — com modulações de carga e substituições temporárias (ex.: reduzir saltos, alternar corrida por bike, ajustar volume). A ideia é manter o condicionamento enquanto o tendão recupera a tolerância ao esforço específico.

6) Gelo, calor ou anti-inflamatório ajudam?

Gelo pode aliviar dor após esforços. Calor pode ser útil antes de exercícios para conforto. Quanto a medicações, a orientação é médica. Na fisioterapia, o foco é reconstruir a capacidade do tendão por meio de carga progressiva e controle de sintomas.

7) Quando a cirurgia é indicada?

A imensa maioria dos casos evolui bem com tratamento conservador. Procedimentos invasivos são considerados quando há falha persistente após um programa completo e bem conduzido, decisão que deve ser tomada em conjunto com o médico.

8) Como evitar que volte?

Mantenha fortalecimento regular, respeite progressões graduais de treino, cuide da técnica e da ergonomia e dê atenção à recuperação (sono, pausas, dias de descanso). Sinais recorrentes de sobrecarga são convite para reavaliar a carga.

A tendinopatia é uma condição tratável que exige estratégia, paciência e progressão bem planejada. Na Clínica Reab, unimos ciência, tecnologia e cuidado humano para reduzir a dor, restaurar a função e prevenir recidivas, guiando seu retorno pleno às atividades — do trabalho ao esporte.
Entender sintomas

Outras patologias de Pé/Tornozelo

Excelência em fisioterapia desde 2008, com mais de 15 mil pacientes atendidos em Florianópolis. Tratamentos personalizados, equipe qualificada e estrutura completa para sua recuperação.

Horário de Serviço

Segunda à Sexta-feira

08:00 até às 19:30

Sábado e Domingo

Fechado

Informações de Contato

© 2025 Desenvolvido por NextGen Web – Criação de Sites